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CAMINHOS DA VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA DO RIO

Na esteira por onde passa a valorização do mercado imobiliário do Rio de Janeiro, alguns fatores foram fundamentais para que o setor chegasse no elevado patamar onde se encontra. Dentre eles, podemos citar os grandes investimentos em infraestrutura no Rio e Grande Rio, uma nova política de segurança pública e a perspectiva dos grandes eventos que a cidade sediou.

Através desses agentes, diferentes zonas da cidade foram impactadas, alcançando excelente destaque para o mercado de imóveis. Bairros tradicionais que antes viviam em estado de esquecimento, violência contínua e degradação, foram revitalizados, não só no quesito da urbanização em si, mas também no sentimento de quem é morador e na visão da sociedade. Além disso, localidades que já vinham em forte crescimento, ganharam mais fôlego e agora caminham a passos firmes na direção de maior valorização.

Zona Oeste

Forte investimento em mobilidade urbana gera contínua valorização imobiliária

Não há como negar. A zona oeste é, hoje, a maior responsável pelo crescimento do setor imobiliário carioca. Formada por bairros em pleno desenvolvimento urbano e com terrenos disponíveis para a construção civil, a antes isolada região, se tornou a mais nova queridinha do mercado de imóveis na capital ­fluminense.

Para se ter uma ideia da representatividade do local, segundo dados da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi), mais de 60% das unidades habitacionais lançadas em 2017 se concentra na região: Jacarepaguá (3.254), Recreio (2.361), Barra da Tijuca (1.342) e Campo Grande (722).

Em termos de população, a zona oeste também surpreende. Dos dez bairros cariocas mais populosos do Rio de Janeiro em 2016, de acordo com o Censo IBGE, sete ‑ estão na localidade. Dentre eles destacam-se Campo Grande (328,3 mil), Bangu (243,1 mil), Santa Cruz (217,3 mil), Jacarepaguá (157,3 mil), Barra da Tijuca (135,9 mil).

A escolha do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016 foi fundamental na valorização imobiliária dessa região. Isso impulsionou os investimentos públicos e privados em mobilidade urbana, construção civil e entretenimento. O complexo Barra-Recreio-Jacarepaguá, que foi o foco das atenções nas competições olímpicas, registou uma forte procura por terrenos para construção e grande valorização dos imóveis.

A Transcarioca, corredor rodoviário que liga a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional do Galeão, e a linha quatro do metrô, são mais uma opção de transportes de massa para uma área que a cada dia cresce mais. A expansão do metrô facilita o trajeto da Barra à Zonal Sul e ao Centro da cidade. Quem evitava a localidade pelos engarrafamentos constantes, agora tem mais tranquilidade no deslocamento.

Já Campo Grande, Guaratiba e Santa Cruz são as novas apostas do mercado imobiliário. A abertura do túnel da Grota Funda, que ligou esses bairros à Barra da Tijuca, criou uma nova fronteira na região. Através da Transoeste, corredor rodoviário expresso que passa pelo túnel e tem mais de 56 km de extensão, a localidade se tornou mais acessível, urbanizada e conectada com o importante centro empresarial que em se tornado a Barra.

O transporte realizado via BRTs (Bus Rapid Transport) diminuiu o tempo de viagem pela metade entre um ponto e outro. Esse fator atraiu os olhares de grandes construtoras que agora visualizaram boas perspectivas para o mercado imobiliário da região.

Bairros tradicionais da região também tem experimentado esse bom momento do setor imobiliário, como é o caso de Bangu e Realengo. “O mercado de imóveis em Bangu tem valorizado cerca de 20%. Já em Realengo, o percentual chega aos 10% no último ano” – ressalta Herrera.

Aliado aos fatores de investimento em mobilidade urbana, o crescimento exponencial da Classe C faz com que a imigração que acontecia da zona oeste para bairros da zona norte e sul diminua, transformando a região num lugar com poder aquisitivo maior.

Madureira

Obras de infraestrutura e ampla área de lazer valorizam região

Conhecida como a capital do samba, o bairro de Madureira teve registrada valorização média de 80% dos imóveis com as obras de infraestrutura, como o Mergulhão de Campinho, a Transcarioca e a duplicação do Viaduto Negrão de Lima, além da inauguração do Parque Madureira. O espaço de lazer, que foi construído sobre um antigo terreno baldio, inclui novas áreas verdes, praças de alimentação, quadras poliesportivas, campos de futebol, pistas para caminhadas e palco para shows. É a terceira maior área de lazer do município, ficando atrás somente do Aterro do Flamengo e a Quinta da Boa Vista. Nos finns de semana, o Parque recebe em média de 20 a 25 mil visitantes, incentivando não apenas o mercado imobiliário, mas também o forte comércio da região.

Um imóvel de dois quartos em Madureira, que antes era vendido por R$ 150 mil hoje custa R$ 300 mil. Uma loja que custava 200 mil, hoje não sai por menos de R$ 500 mil.

A oferta de imóveis também é maior, já que as construtoras passaram a investir mais na região de acordo com a Ademi,  houve um crescimento de mais de 68% de lançamentos residenciais no bairro.

Centro

Obras de infraestrutura e ampla área de lazer valorizam região

O Centro do Rio de Janeiro, coração financeiro da cidade, passou por uma completa revitalização, o que in­fluencia diretamente na valorização imobiliária. Desde 2015 o Centro se encontra em uma nova fase onde as pessoas acreditam mais na região como oportunidade de negócios.

Com isso, as salas comerciais chegaram a 55% de valorização, uma das maiores dos últimos anos. Os empresários voltaram a olhar com boas perspectivas a área central do município.

Especialmente na Zona Portuária, a revitalização no local incluiu obras de habitação, infraestrutura e cultura como o Museu de Arte do Rio e o Museu do Amanhã, importante porta de entrada da cidade, o Porto do Rio recebeu as Olimpíadas de 2016, o Centro de Mídia e a Vila dos Árbitros.

Nesta região estão sendo erguidos novos prédios comerciais: “Quando os lançamentos no Porto ficarem prontos, haverá uma forte migração de empresas que possuem sedes em outras regiões do Centro, abrindo espaços para outras corporações e aquecendo ainda mais o mercado – ressalta o administrador imobiliário, Ronaldo Coelho Neto.

Em relação aos imóveis residenciais, a valorização dos imóveis chegou a 30% ao ano. Houve um aumento da procura de cerca de 50% pelos imóveis da região proporcionado pelo maior conforto de residir próximo ao trabalho. Devido ao pouco espaço para novas construções, quando há lançamentos residenciais no Centro do Rio, as unidades são rapidamente vendidas.

Zona Sul

Limitação topográfica e grande procura por imóveis, propiciam valorização.

Que não há espaço para lançamentos residenciais ou comerciais de grande porte na Zona Sul do Rio de Janeiro, todo mundo sabe. Porém, o que muitos não sabem é que a procura por imóveis nessa região está em contínuo crescimento, dia após dia. E, como dita a lei do mercado, se cresce a demanda, mas a oferta é pequena, o preço sobe.

“Nenhum bairro da zona sul valorizou menos que 20% no último ano” – destaca o representante do Creci-RJ, Manuel Rodrigues Pereira.

A instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP’s) resgatou o fôlego do mercado imobiliário na região. O aumento na sensação de segurança fez o valor comercial dos imóveis em Botafogo, Copacabana e Ipanema praticamente triplicar.

Segundo o Fipe-Zap, indicador de preço de imóveis anunciados no portal Zap, o metro quadrado em  Botafogo já chega a R$ 10.800 em média. A expectativa do mercado é que  esses valores cresçam ainda mais.

Leopoldina

Recuperação de uma área esquecida

A simpática região da Leopoldina ressurgiu para o mercado imobiliário no ano de 2010 com a ocupação do Complexo do Alemão e das comunidades próximas. No bairro da Penha, a valorização dos imóveis passou dos 40%. Uma unidade de dois quartos, próxima ao Parque Shangai (perto das comunidades com UPP) que antes da ocupação custava em média R$ 100 mil, atualmente custa R$140 mil. Já um imóvel de mesmo perfil, localizado no outro lado do bairro, na altura da Avenida Lobo Junior, que custava R$ 140 mil, hoje, não sai por menos de R$ 180 mil.

“Com a retomada das comunidades pelo poder público, aumentaram as possibilidades de convencimento com os compradores. Após a ocupação nas comunidades do Alemão e da Penha, a procura pelos imóveis no bairro aumentou em 60%” – destaca o conselheiro do Creci-RJ, Marcos Madureira.

Além de cenário de novela, o Complexo do Alemão faz parte do roteiro turístico da cidade. Em média, diariamente, 12 mil pessoas sobem pelo teleférico da comunidade. Nos fins de semana, 60% desse número são visitantes que estão passeando pelas gôndolas do sistema. Como dado comparativo, nesta época do ano, o Pão de Açúcar recebe cerca de 6 mil pessoas no final de semana, enquanto o Cristo Redentor recebe em média 4.500 por dia.

Grande Tijuca

Uma das maiores valorizações da cidade.

Uma região que sofria pela criminalidade. Apesar de ótima localização, os bairros que compõem a Grande Tijuca eram prejudicados pela falta de segurança. O panorama começou a mudar em 2008 com a instalação das primeiras UPP’s nas comunidades locais. A retomada da sensação de segurança foi fundamental no processo de recuperação da autoestima e da valorização do mercado imobiliário da região.

No bairro da Tijuca, sede do saudoso América Futebol Clube, a valorização dos imóveis chegou a 70% após as instalações das UPPs nas comunidades do Borel, Formiga, Andaraí, Turano e Salgueiro. Um imóvel de dois quartos que antes custava em média entre R$ 140 mil e R$ 160 mil hoje não sai por menos de R$ 400 mil. O bom momento do bairro incentivou o aumento do número de lançamentos imobiliários, a instalação de lojas de grifes e até mesmo do primeiro hotel internacional.

O fato propiciou o aumento de 60% na procura pelos imóveis do bairro. Uma particularidade é a volta de antigos moradores que saíram da Tijuca na década passada e agora retornam pela maior sensação de segurança.

Em Vila Isabel, a instalação da UPP do Morro dos Macacos foi um pilar da valorização imobiliária na localidade, que também chegou a 70%. Uma unidade de dois quartos que a cinco anos atrás poderia ser vendida por R$ 80 mil, atualmente custa em média R$ 250mil/ R$300 mil. Neste perfil de imóvel, o bairro apresentou a maior valorização do Rio de Janeiro no ano de 2017.

No Maracanã, além da proximidade com as comunidades ocupadas pelas UPPs, outro fator contribui para o aquecimento do mercado imobiliário. A revitalização do Maracanã, sede da Copa do Mundo de 2014, e do entorno do Estádio valorizaram em média 60% as unidades do bairro. Com a valorização, a oferta de unidades no bairro aumentou cerca de 70%.

– Além do crescente número de lançamentos, a oferta aumentou também pela recente valorização imobiliária. Muitos proprietários enxergaram a possibilidade de ganhar dinheiro e investir em outro patrimônio ao vender um imóvel – comenta o representante do Creci-RJ na Tijuca, Luis Carlos Lavor.

Guiados pela valorização dos bairros próximos, Alto da Boa Vista, Grajaú, Praça da Bandeira e Andaraí, que também fazem parte da Grande Tijuca, passaram por um recente aquecimento do mercado imobiliário.

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TECNOLOGIA EM IMÓVEIS ALIA COMODIDADE À SUSTENTABILIDADE E SEGURANÇA

Sistemas automatizados podem gerar economia de energia, ajudar pessoas com mobilidade reduzida e até evitar acidentes domésticos.

O uso de tecnologia e automação nos imóveis alia comodidade, sustentabilidade e segurança. No país,  empreendimentos estão investindo em sistemas que controlam o funcionamento de cortinas, luzes, equipamentos eletrônicos, temperatura ambiente, consumo de energia e até vazamentos de água. Além disso, a entrada é liberada apenas com digitais o monitoradas por sensores de presença.

Alguns empreendimentos  querem mostrar que essa realidade não é mais cenário de filme futurista ou apenas empregada para o luxo. Os sistemas de automação buscam gerar economia de energia, facilitar a vida de pessoas, como, por exemplo, as com mobilidade reduzida, e até mesmo evitar acidentes domésticos.

O professor de informática Murilo Borges Silva, de 47 anos, comprou um apartamento que oferece opções de automação que vão facilitar sua vida e aumentar a eficiência no dia a dia.

“No imóvel, eu não preciso mais de chave, é tudo pela digital ou senha. E como eu vivo esquecendo as coisas, às vezes alguém sai levando a chave e você fica do lado de fora, isso resolve os problemas”, disse.

Aplicativo controla iluminação, energia e dispositivos eletrônicos de imóvel (Foto: Vitor Santana/G1)Aplicativo controla iluminação, energia e dispositivos eletrônicos de imóvel (Foto: Vitor Santana/G1)

Aplicativo controla iluminação, energia e dispositivos eletrônicos de imóvel (Foto: Vitor Santana/G1)

Os itens tecnológicos, desde os já utilizados em larga escala, como energia solar e câmeras de monitoramento, até os mais modernos, como sistema de som via wi-fi e cortinas que abrem e fecham automaticamente, conquistaram a atenção do professor, que tem mestrado na área de sistema inteligentes, que trata da inteligência artificial dos equipamentos.

 “O que vemos em filmes já está cada vez mais próximo. Não é difícil fazer esse processo, daqui a pouco a automação vai estar em todos os lugares. Hoje podemos fazer tudo por aplicativos, mas já estão sendo testados comandos de voz. E com essa geração que já nasce conectada, esse mercado vai crescer ainda mais”, disse Murilo.

Para o professor de informática, aos poucos, o senso comum de que casas tecnológicas são apenas para imóveis de luxo está se desfazendo. “Ainda existe essa crença, mas existem equipamentos baratos, acessíveis, para fazer pequenas automações, como luzes, cortinas”, pontuou.

Eficiência no dia a dia

O diretor comercial da empresa de automação DB Visio, Gileno Oliveira, reforça que a tecnologia vai estar cada vez mais presente nas casas. Ele pontua que empreendimentos que estão sendo construídos e não levam em consideração esses sistemas vão começar a ficar ultrapassados.

Ele explica que os custos para a implantação de circuitos automatizados variam de acordo com o tamanho da casa e da quantidade de serviços que serão executados. “Tudo começa com a montagem de uma central, que vai receber os comandos e gerenciar as ordens dadas. E isso pode ser feito a partir de R$ 4 mil. Se você me perguntar se é possível fazer uma automação com R$ 10 mil, eu te digo que sim”, disse Oliveira.

Gileno Oliveira mostra que é possível controlar ambientes a distância (Foto: Vitor Santana/G1)Gileno Oliveira mostra que é possível controlar ambientes a distância (Foto: Vitor Santana/G1)

Gileno Oliveira mostra que é possível controlar ambientes a distância (Foto: Vitor Santana/G1)

 Porém, também é preciso levar em consideração as economias que esse processo pode gerar a longo prazo, além das facilidades.

“Com um simples aplicativo ou um chaveiro, por exemplo, a pessoa vai ter controle sobre tudo na casa, como luzes, sistema de áudio e vídeo, temperatura, cortinas. E também vai poder ver qual o consumo de energia em cada ambiente, o que pode contribuir para um maior planejamento e também economia”, explicou.

Os sistemas tecnológicos nos imóveis também podem aumentar a eficiência e evitar acidentes domésticos. Eles podem ser configurados para reconhecer chuva e, então, fechar as janelas e desligar a irrigação de jardins, economizando água. Além disso, caso se esqueça um ferro ligado, o morador pode receber um alerta e, à distância, desligar a energia daquele ambiente.

“O plus da automação é o luxo. Antes de tudo ela é conforto, sustentabilidade, facilidade e segurança”, completou Oliveira.

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6 DICAS QUE VÃO FACILITAR A SUA VIDA NA HORA DE VENDER UM IMÓVEL

Além de tornarem o processo mais simples, elas podem valorizar o local.

Se você tem um imóvel que estava habitado e pretende colocá-lo para vender, vale dizer que esse processo não é simples e requer alguns cuidados, tanto para tornar o local atrativo e mais fácil de ser adquirido quanto para valorizá-lo e render um lucro maior para o seu bolso.

Por isso, selecionamos seis dicas que vão fazer você evitar dores de cabeça e até entregar as chaves para o comprador em um período mais rápido. Confira:

Dê uma geral na estética do imóvel

É preciso dar alguns retoques antes de vender o imóvel.

Nesta etapa você precisa detectar todos os defeitos estéticos do imóvel: pisos quebrados, lâmpadas queimadas, rachaduras, cantos enferrujados, falhas hidráulicas, móveis quebrados, etc. A princípio tudo isso pode parecer perda de dinheiro, mas na verdade estes detalhes valorizam (e muito!) o local, além de torná-lo mais atrativo e fácil de vender.

Deixe a decoração neutra

Evite objetos pessoais, o ideal é a pessoa conseguir se imaginar morando no ambiente.
Se a sua mobília e decoração ainda está presente no imóvel, deixe-a mais neutra possível para a visitação de possíveis compradores. Isso é, pôsteres de time de futebol ou religiosos, papéis de parede infantis, paredes de cores muito incomuns, etc, podem causar uma má impressão no possível comprador, então evite-os e até, se for preciso, faça uma pintura geral no local.

Faça uma boa limpeza e arrumação

Tire um dia para fazer uma limpeza geral no imóvel.

Por mais que o comprador vá fazer uma limpeza antes de se mudar para o imóvel, deixá-lo com a higiene e a arrumação em dia para as visitações é essencial. Além da faxina, guarde tudo o que estiver espalhado pela casa e arrume armários, pois com certeza o candidato à compra vai querer abri-los para testar as portas e verificar os espaços disponíveis.

Tire fotos de qualidade

Com o ambiente bem organizado, escolha uma câmera ou celular que tire fotos com a melhor qualidade possível.

Com o ambiente bem organizado, escolha uma câmera ou celular que tire fotos com a melhor qualidade possível e fotografe os ambientes de forma ampla e sem a presença de pessoas no local. Além dos espaços como um todo, tire fotos de detalhes que você julgue positivos também. Por exemplo, se em uma pesquisa você vir que a maioria dos imóveis da região não possuem armários, enfatize os que tiver no imóvel em pelo menos uma foto. Isso com certeza aumentará o número de visitantes.

Coloque em dia todas as contas

Acerte tudo o que tiver pendente, como condomínio, contas mensais de luz, gás, água e energia.

Você terá muito mais chances de vender seu imóvel caso as obrigações financeiras como IPTU, por exemplo, estejam em dia. Acerte tudo o que tiver pendente, como condomínio, contas mensais de luz, gás, água e energia e tenha como comprovar todas estas quitações. Assim que você encontrar uma imobiliária de confiança, eles poderão solicitar uma Certidão Negativa de Débito do seu imóvel, que mostrará ao interessado pelo local que as contas administradas pela prefeitura da cidade estão zeradas.

Deixe a documentação pronta

Você deve ter o contrato e a escritura do imóvel regularizados, pois isso pode influenciar (e muito!) a decisão de compra do possível comprador. 

Além de providenciar burocracias básicas, como tirar a conta de luz do seu nome, por exemplo, você deve ter o contrato e a escritura do imóvel regularizados, pois isso pode influenciar (e muito!) a decisão de compra do possível comprador. Ter uma imobiliária como consultora também pode ajudar muito nesse caso.

 

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DÊ PERSONALIDADE À SUA SALA DE ESTAR

Objetos de decoração são fundamentais, saiba como escolher os objetos ideais para deixar o ambiente confortável e bonito, sem fugir ao orçamento.

A sala de estar costuma ser o lugar de convivência na casa. É um local que tem a proposta de garantir conforto aos moradores, tornar possível momentos de relaxamento, possibilitar laços de convivência com as pessoas próximas e também de receber pessoas que não são tão íntimas. É o local ideal para ler um livro ou ver um filme e também para reunir amigos. É o ambiente onde será permitido entrar um pouco no modo de ser dos donos da casa. A sala de estar precisa ter móveis, objetos e acessórios adequados para cada função que vai assumir. Portanto é importante selecionar os objetos ideais e ainda que representem a personalidade dos proprietários, casando bem com a decoração do ambiente e cabendo dentro do orçamento.

Levando em consideração que a casa resguarda a intimidade do ambiente externo, a sala de estar vai ser o local onde será permitido que o mundo externo adentre um pouco no modo de ser dos donos. “Como espaço de sociabilização, bastaria ter poltronas ou sofás confortáveis, mesa de centro e laterais e uma boa iluminação natural e artificial, mas os moradores sentem outras necessidades estéticas e funcionais. Por isso, começam a ocupar os espaços com objetos de decoração ou peças funcionais”, explica o arquiteto Artur Diniz. Dentro desta questão, os gostos e hábitos dos donos serão refletidos no ambiente. “Se gosta de receber amigos, pode colocar mais cadeiras e um mesa de centro. Se gosta de ver filmes, um sofá mais aconchegante, retrátil ou com chaise longue para esticar as pernas e umas luz amena”, acrescenta a arquiteta Renata Inojosa.

(Foto: Shutterstock)

O que é importante frisar é que a decoração é bastante pessoal. “Ela depende muito do estilo do proprietário, mas ela é capaz de dar ou até mesmo de mudar a cara do ambiente. Se quiser um espaço mais moderno, pode apostar em peças mais metálicas, quadros tipo pôster e montagens, além de tapetes geométricos . Se quiser uma ambiente mais clássico, peças com design mais de antigos, vasos em vidro, flores e esculturas caem bem”, afirma Renata Inojosa.

Alguns objetos podem ser considerados indispensáveis para a sala de estar, como quadros, tapetes, mesas laterais, mesas de centro, porta retratos e objetos de arte. “Dependendo do tamanho do cômodo e do estilo da decoração, a sala vai pedir espelhosluminárias de pé ou pendentes. Artesanato ou peças de arte sempre são bem-vindos em qualquer espaço. O Brasil é rico de artistas e artesãos, então não podem ficar de fora da decoração”, sugere Artur Diniz.

(Foto: Shutterstock)

Porém, o conceito de essencial vai variar de acordo com o estilo de vida do morador, já que algumas pessoas preferem mais espaço livre e menos objetos. De toda forma, é fundamental alcançar um equilíbrio com o espaço a com as superfícies disponíveis. “Deixar espaços vazios é tão importante quanto preencher os espaços, tantos nas paredes como nas bancadas, estantes, mesinhas ou aparadores. Não precisa amontoar muitos objetos, para não prejudicar visualmente, mas não podemos deixar a sensação de que algo está faltando”, diz Artur Diniz.

Estilo

O estilo de vida vai influenciar na escolha dos objetos de decoração na sala de estar. “Para uma pessoa que adora leitura, será essencial ter poltronas, luminárias e um revisteiro, por exemplo. Para aqueles que curtem um bom filme, será essencial equipar com equipamentos de áudio e TV e um sofá ou poltronas bem confortáveis. Neste caso, alguns objetos de decoração que remetam à produção cinematográfica vão personalizar o espaço de acordo com as preferências do morador”, acrescenta o arquiteto.

(Foto: Shutterstock)

A personalidade do morador também vai influenciar no resultado final do ambiente, já que ela costuma estar refletida da decoração e nos objetos. “Uma pessoa mais discreta tende a escolher tons neutros e discretos, que não se sobressaiam sobre a mobília. Uma pessoa menos discreta vai abusar das cores e formatos. Independentemente da personalidade, o tom sobre tom agrada a maioria”, explica Artur Diniz. Além disso, é possível trabalhar um contraponto entre móveis e objetos de decoração. “Como a mobília é basicamente horizontal, podemos trazer alguns objetos de decoração mais verticais para fazer o contraponto. Mas é preciso ter cuidado para acertar no local e na proporção”, acrescenta.

Alguns objetos costumam aparecer com frequência na decoração da sala de estar. “Quadros, cortinas e espelhos dão beleza ao ambiente, enquanto os tapetes são agradáveis e ajudam a delimitar espaços. Móveis de apoio são importantes para deixar visíveis as peças que gostamos”, afirma o arquiteto. “Para enriquecer a decoração, você pode mesclar objetos na mesma superfície, como vasos, quadros, plantas e materiais diferentes, com proporções diferentes”, completa.

Conforto

Os objetos de decoração ainda servem para criar um ambiente com maior conforto. Para isso, é preciso ficar atento às texturas, cores e suas funções. “Algumas texturas e cores de cortinas promovem a sensação de aconchego, ao mesmo tempo em que protegem da claridade. Os abajures vão ajudar a criar uma iluminação pontual e discreta, quando necessária. Os tapetes vão trazer a sensação confortável ao tato. Os porta-retratos guardam nossas memórias. Como estamos cada vez mais morando em áreas urbanas, vale a pena trazer um pouco da natureza em belos vasos com plantas para a sala de estar”, aconselha Artur Diniz.

Outras questões também pesam quando o assunto é conforto. A iluminação é uma delas. “A temperatura de cor da iluminação pode tornar o espaço mais relaxante. Uma cor morna e uma temperatura de cor das lâmpadas em torno de 2700 k e 3000 k garantem um iluminação bastante aconchegante”, explica Renata Inojosa. Já a escolha dos tecidos também é importante. “Os tecidos devem ser adequados ao clima do lugar. Para cidades com o clima mais quente, é preciso tomar cuidado com os couros e revestimentos sintéticos como facho e courino pois esquentam mais e diminuem o aconchego”, completa.

No bolso

Além de tudo, é possível montar a decoração com objetos para a sala de estar sem apertar o orçamento e deixar o ambiente bonito e aconchegante fazendo economia. “Inclusive, é uma tendência muito forte em todo o país de moldar o projeto a um orçamento pré-definido com o cliente. Pois com o assessoramento de um arquiteto, portanto um especialista na área e com conhecimento de vários fornecedores, é possível encontrar peças que tornem o ambiente harmonioso gastando dentro das possibilidades do cliente”, reforça a arquiteta Renata Inojosa.

Para Artur Diniz, a dica para economizar é começar com poucos objetos, de boa qualidade e que valorizem o ambiente. “O resultado será melhor que comprar vários de gosto duvidoso. A partir daí vá pesquisando, sem pressa, em viagens, em feirinhas ao ar livre, em lojas de departamento, em antiquários ou até pela internet”, sugere. Objetos mais caros podem ser substituídos por outros mais em conta, porém sem diminuir a qualidade da decoração. “Podemos substituir quadros com pinturas por quadros por fotografias. O tema, as cores, as dimensões, as molduras, tudo vai ter efeito decorativo. Basta saber compor na parede para obter um efeito legal”, exemplifica.

Pesquisar também faz parte do processo. “Como a variedade de lojas de decoração é imensa, o importante é pesquisar muito para escolher sempre os objetos que cabem no bolso. Se o objeto dos sonhos tem um custo elevado, será hora de protelar sua aquisição. Se a grana também estiver curta, uma boa dica é usar a criatividade e criar luminárias, objetos ou quadros a partir da reciclagem de materiais ou objetos que você tenha em casa. Talvez até você se surpreenda com os resultados”, conclui o arquiteto.

(Foto: Shutterstockk)
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SAIBA COMO DEIXAR A CASA MAIS SEGURA ENQUANTO VIAJA

Algumas medidas simples podem fazer com que seu imóvel fique mais seguro. Em caso de viagem, peça para alguma pessoa de confiança passar em sua casa com frequência, não comente com pessoas estranhas e, se for possível, desligue a campainha enquanto estiver fora.

As 10 dicas mais importantes para proteger sua casa enquanto você viaja vão te deixar tranquilo na hora de colocar o pé na estrada. Nos meses de dezembro e janeiro muitas pessoas viajam para descansar. Mas antes de fazer as malas e aproveitar o sossego, é importante tomar alguns cuidados para deixar a casa ou o apartamento em segurança.

Em São Paulo, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, quadrilhas organizadas atacam uma residência a cada 3 dias. Na cidade do Rio de Janeiro, os roubos a casas cresceram 87%. Uma casa vazia se torna, fatalmente, mais vulnerável a esse tipo de crime.

Por isso, para evitar essas ocorrências, Fernando Moreira, gerente comercial da Instalarme diz que existem algumas medidas básicas que deixam sua casa mais protegida enquanto você viaja:

1 – Caso não possua dispositivos de segurança, como câmeras e alarme, tente adquíri-los, os preços são acessíveis. Procure os equipamentos nas lojas de matérias para construção ou no varejo especializado em segurança.

2 – Não comente sua viagem com pessoas estranhas.

3 – Comunique sua ausência a um vizinho de confiança. Telefone para ele de vez em quando, para saber se está tudo bem.

4 – Em ausências prolongadas, peça a um parente para visitar sua casa, para demonstrar a presença de pessoas – abrindo janelas, regando jardins, entrando com o carro na garagem. No caso de apartamento, deve-se deixar uma autorização por escrito, com anuência do síndico, para que a pessoa possa entrar no prédio.

5 – Evite colocar cadeado do lado externo do portão. Isso poderá denunciar a saída dos moradores.

6 – Desligue a campainha. Assim, você deixa em dúvida quem tocá-la apenas para verificar se há alguém em casa.

7 – Feche as portas com trincos e trancas. Reforce a porta da frente com fechaduras auxiliares.

8 – Não deixe joias ou dinheiro dentro de casa, mesmo dentro de cofres. Utilize cofres de bancos.

9 – Se sua casa possuir jardim, contrate ou peça para alguém mantê-lo limpo, evitando aspecto de abandono.

10 – Se a viagem for longa, deixe 2 jogos de chaves com pessoas de confiança para facilitar qualquer emergência.

“Nos dias de hoje, a instalação de alarmes não é mais um luxo e sim uma necessidade para desestimular os assaltantes. Em geral, eles agem por impulso, e quando vêem uma casa com sistema de alarmes, geralmente eles desistem e procuram outro imóvel semelhante, mas sem equipamentos de segurança”, conta Fernando.

NOS CONDOMÍNIOS – Além dos cuidados acima, os síndicos devem preparar esquema especial para evitar surpresas durante as férias – quando muitos apartamentos ficam vazios.

A Lello recomenda aos síndicos a inspeção do sistema de segurança, verificando o funcionamento do circuito de alarmes e TV interna do condomínio. Em edifícios com grandes áreas externas, os funcionários devem fazer rondas periódicas, especialmente no período noturno. Caso os condomínios tenham contratos com empresas de segurança patrimonial, é fundamental solicitar a intensificação das rondas na porta do edifício.

Os funcionários devem estar sempre atentos ao que acontece nas imediações do condomínio. Carros parados por um longo período, pessoas estranhas observando o movimento ou qualquer outro fato estranho deve ser comunicado imediatamente ao zelador, à empresa responsável pela segurança ou mesmo à polícia. E antes de abrir o portão da garagem, o porteiro deve procurar identificar quem está dentro do veículo.

“Vale lembrar que essas dicas são válidas não só para o período de festas, pois qualquer feriado prolongado exige cuidados redobrados. E nunca é demais lembrar a mais básica das recomendações: verificar cuidadosamente as fechaduras de portas, janelas e sacadas”, diz o gerente de relações humanas da Lello Condomínios, José Maria Bamonde.

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METAIS DÃO AR DE SOFISTICAÇÃO E PERSONALIDADE À DECORAÇÃO

O material garante mais elegância ao ambiente e pode ser usado de diversas formas e em qualquer cômodo do imóvel.

Os metais aparecem de várias maneiras na decoração, mas sempre imprimindo um ar de sofisticação e personalidade ao ambiente. Eles ainda estão associados aos sentimentos de nobreza e, portanto, à elegância de um lugar, talvez porque ainda estão relacionados a um custo alto no orçamento de uma decoração. Os metais podem despontar em qualquer ambiente e de diversas formas, seja mais discretamente em objetos ou até de maneira mais ostensiva em revestimentos, e eles sempre ganham destaque na decoração pelo design ou brilho, chamando a atenção de quem entra no ambiente.

São muitas as maneiras de incorporar os metais na decoração e eles podem ser trabalhados em objetos, móveis, revestimentos de piso e paredes e metais sanitários, por exemplo. Também são muitas asopções do material, como o ferro, alumínio, aço ou cobre, que variam também na tonalidade. As escolhas de como e qual metal encaixar na decoração vai depender do resultado esperado para o ambiente, seja um estilo mais clássico ou mais despojado.

(Foto: Shutterstock)

“Vai depender do estilo e atmosfera que se pretende imprimir ao ambiente. Para um ar mais moderno, pode-se optar por peças design consagrado em harmonia com a madeira e o couro por exemplo, procurando dosar a proporção entre objetos e materiais foscos e com brilho. Já o estilo industrial usa muito do recurso desse material nos objetos de composição, com bastante uso de luminárias pendentes ou trilhos, tubulações aparentes, de maneira despojada e misturando com outros materiais”, exemplifica a arquiteta Vanessa Gomes, do escritório Mucam Arquitetura.

Para manter a harmonia do uso dos metais com os demais elementos da decoração, é importante observar a classificação pela temperatura da cor. “Os metais prateados são mais neutros e fáceis de compor com os demais materiais. Os acobreados são mais quentes e possuem um tom alaranjado. Estes são os mais difíceis de harmonizar, porém existem composições clássicas, como o preto e branco e madeiras claras. Os dourados são os mais glamurosos e podem ser utilizados em ambientes onde se deseja imprimir essa atmosfera. Vai bem com branco, tons terrosos e preto”, explica Vanessa Gomes.

Como em toda escolha para uma decoração harmônica, é preciso dosar o uso do metal para não ficar exagerado no ambiente. “O cuidado do uso para não exagerar na quantidade de peças é o mesmo para todo tipo de material numa ambientação. O melhor é ter uma boa dose de bom senso, pensar na harmonia do ambiente e também no tipo de decoração desejada”, ressalta a arquiteta Ira Oliveira. “O excesso de peças frias, por assim dizer, pode deixar o espaço sem calor com a sensação de frieza. Mas, se o objetivo for esse, os metais são muito apropriados quando associados às peças de design mais modernas”, completa a arquiteta do escritório Ira Oliveira Arquitetura e Interiores.

Tonalidades

Os metais são encontrados em várias tonalidades a depender do material, seja prata, grafite, dourado e cobre, e eles podem ser utilizados em harmonia em um mesmo ambiente. Porém, é preciso ficar atento à escolha das peças e também da composição. A decisão em relação à tonalidade que se deseja colocar vai depender do resultado que se deseja para o ambiente. “Atualmente, os metais em tom rosé têm sido os queridinhos da vez, associados a outros materiais nobres, como a madeira, e de características rústicas, como o linho. Na paleta de cores, os cinzas, beges, azuis e rosas fazem composição casando perfeitamente”, explica a arquiteta Ira Oliveira.

As peças douradas costumam imprimir um ar de sofisticação e nobreza. “Elas ficam muito elegantes em decorações de tonalidades mais brancas e beges”, afirma Ira. A escolha do tipo de peça e do ambiente é fundamental. “Peças douradas em living, sala de jantar, varanda gourmet e em lavabos com torneiras sofisticadas têm sido boas opções para ambientes requintados. Papéis de parede metalizados podem ser opções diferenciadas para compor ambientações mais arrojadas”, complementa. Além disso, hoje é possível encontrar diversas opções com mais ou menos brilho, o que possibilita ajustar gostos diferenciados para a mesma tendência.

As áreas molhadas também ganham opções de uso dos metais. “É possível encontrar opções de pastilhas metálicas para uso em áreas molhadas de cozinhas, varandas gourmets e banheiros”, diz a arquiteta. “Em ambientações com pegada industrial ou arrojados, esses materiais são muito utilizados também pela facilidade de manutenção e limpeza, embora o custo ainda seja relativamente alto”, ressalta Ira Oliveira.

Como baratear

Como os metais costumam ter um custo alto para o projeto de decoração de um ambiente, é possível encontrar soluções com resultados semelhantes ao ambiente, porém pesando menos no bolso. “Atualmente encontramos várias outras alternativas que não são necessariamente metais, mas possuem o mesmo aspecto visual. Revestimentos de madeira que podem ser utilizados na composição de painéis e móveis, como também porcelanatos que imitam placas metálicas como, por exemplo, o efeito do aço córten”, ressalta Vanessa Gomes.

Para Ira Oliveira, as peças rústicas ou vintage têm sido muito procuradas para quem gosta de uma decoração mais descolada, moderninha e despretensiosa com jovialidade e frescor. “O uso de peças em ferro pintado com aspecto enferrujado, preto ou colorido barateia os produtos quando comparados aos metais polidos ou escovados em aço inox e peças com banhos cromados. Até os plásticos recebem banhos cromados, porém a durabilidade não é a mesma”, conclui.

(Foto: Shutterstock)

 

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MERCADO IMOBILIÁRIO SERÁ IMPULSIONADO PELA REFORMA TRABALHISTA

Novas regras vão flexibilizar jornada de trabalho e relação entre funcionário e empregador e gerar mais emprego no setor

As perspectivas são positivas para a economia brasileira em 2018  e, depois da turbulência por conta da crise que afetou o mercado brasileiro nos últimos anos, existe perspectiva da retomada econômica ao longo deste ano. E os reflexos positivos vão chegar ao mercado imobiliário, setor importante para a economia nacional, por movimentar e gerar empregos. A redução da taxa de juros e a liberação de crédito são pontos que favorecem o cenário para o setor. Além disso, a reforma trabalhista, que entrou em vigor em novembro passado, também promete impulsionar o segmento com a flexibilização da relação entre trabalhadores e empregadores.

A reforma trabalhista não pode ser considerada um fator isolado que vai alavancar o mercado imobiliário. “Tem que ter também a alta do consumo, ligada às taxas menores e a queda no valor do financiamento, e isso tudo está ocorrendo”, afirma Rodrigo Karpat, advogado imobiliário e consultor em condomínios. Com cenário favorável para a retomada do crescimento do setor, a nova legislação promete ajudar também a alavancar o mercado imobiliário. “Ela vai ajudar a impulsionar a continuidade da construção civil e a retomada do segmento”, completa.

Segundo Anna Carolina Cabral, advogada especialista em Direito do Trabalho do escritório Queiroz Cavalcanti, a reforma trouxe a flexibilização de jornada de trabalho, a questão do banco de horas, remuneração por produtividade, trabalho remoto, parcelamento de férias e todos esses itens vão ajudar para aumentar as contratações. Eles refletem em uma maior possibilidade de contratação. “De uma forma geral, os impactos são positivos para o mercado imobiliário, que é um setor aquecido no Brasil e um dos seus principais impactos é na questão das contratações. Agora passa a existir uma maior flexibilização nas relações de trabalho”, explica ela.

(Foto: Shutterstock)

Uma questão primordial é que as obras empregam muitos trabalhadores de forma intermitente e temporários. Portanto, com a regulamentação da ReformaTrabalhista, existe um panorama favorável para as contratações. “O novo código trouxe a regulamentação disso e a construção tende a se beneficiar. As construtoras acabam tendo um gasto excessivo com a mão-de-obra e essas novas regras fazem minimizar os custos”, afirma Rodrigo Karpat. Para ele, as medidas podem, inclusive, beneficiar os consumidores finais. “Não sei se essa redução nos custos vai ser repassada para o usuário final, mas isso tudo pode até impactar no valor do imóvel porque vai existir um custo menor com a construção”, acrescenta.
Em um cenário de perspectivas positivas, com os juros mais baixos, crédito liberado e o imóvel com custo menor, a geração de empregos é outro fator que promete impulsionar o mercado imobiliário. Com emprego garantido, as pessoas se sentem mais seguras para comprar um imóvel, investimento alto e duradouro. “Alguns economistas apontam que, com a Reforma Trabalhista, as relações entre empregado e empregador vai ficar mais frágil, mas eu acredito que as novas regras vão ajudar em uma negociação e a manter o funcionário no quadro da empresa, além de gerar mais empregos”, coloca o advogado.

Se as perspectivas positivas se confirmarem, o mercado imobiliário será um dos setores responsáveis por impulsionar a retomada da economia, começando, principalmente, por ajudar a reverter os números negativos de desemprego no Brasil. No trimestre encerrado em novembro de 2017, a taxa de desemprego atingiu 12%, com 12,6 milhões de desempregados, de acordo com os últimos dados da Pnad Contínua divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mais emprego significa mais renda e faz com que a economia volte a se movimentar. Um ponto positivo que leva a outro, fazendo com que o período de turbulência econômica comece a ficar no passado.

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A TECNOLOGIA AJUDANDO A FACILITAR A VIDA DE CONDÔMINOS

Moradores terão experiência diferenciada em edifício que conta com aplicativo próprio.

As soluções estão cada vez mais na palma das mãos dos brasileiros. O acesso mais fácil aos smartphones e o uso da tecnologia crescem exponencialmente a cada ano e, conjugados, tornam-se facilitadores no dia a dia dos brasileiros. Pesquisa encomendada pelo Google revela que, em quatro anos – entre 2012 e 2016 -, o número de pessoas que usam o celular cresceu de 12% para 64% no Brasil. É uma tendência já concreta e o mercado, em todos os segmentos, tem se adaptado de forma rápida a essa realidade. Na construção, a tecnologia já se tornou um diferencial nos empreendimentos e construtoras buscam soluções.

Um exemplo do uso de tecnologia é o empreendimento Moou, na Vila Madalena, em São Paulo. O edifício residencial conta com aplicativo próprio que dá acesso a diversos serviços dentro do condomínio, dando características antes mais voltadas para hotelaria e flats.

Para Silvio Kozuchowicz, presidente da SKR, o aplicativo não vai apenas facilitar a vida dos moradores, mas traz também um diferencial na experiência com o empreendimento e na convivência entre os próprios moradores. “Dois componentes neste empreendimento são importantes: o projeto arquitetônico e a tecnologia. Existe a importância de como o prédio foi pensado e nós também entendemos o condomínio como uma comunidade e estamos trabalhando na experiência dos moradores pós-entrega. A ideia é levar comodidade e hospitalidade como elementos de qualidade que antes só existiam em flats e hotéis. Estamos estabelecendo uma vanguarda de uma experiência como um todo”, afirma.

O interior do apartamento (Foto: Divulgação/SKR)

O aplicativo, batizado de Compass, garante uma série de facilidades para a rotina dos moradores. Muitas delas são voltadas para serviços e outras focadas na convivência. Através dele, é possível realizar a comunicação interna, solicitar serviços e manutenção, avisar da chegada de uma visita à portaria sem precisar utilizar o interfone, manter um chat com a própria comunidade do edifício, acessar o mural de eventos, reservar áreas do condomínio – como o salão de festas – e ainda adquirir  pequenos itens de consumo e amenidades. “A ideia é ativar as áreas comuns do edifício e torná-las uma extensão do apartamento”, ressalta o executivo. Existem ainda parceiros externos que vão dar a possibilidade de ter acesso, através do Compass, a diaristas, lavanderia online, massagistas e até passeios de pets.

Outras tecnologias também fazem parte do empreendimento, como wifi em áreas comuns e compartilhamento de bicicletas. Os apartamentos também estão favorecidos, com tomadas USB em todos os apartamentos, estrutura de cabeamento de internet e preparação para automação.

Cobertura do edifício (Foto: SKR/Divulgação)

Para Manoel da Silveria Maia, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado do Rio de Janeiro (Creci-RJ), as novas tecnologias voltadas ao mercado imobiliário tendem a agregar valor ao imóvel e a gerar mais interesse por parte de quem busca um apartamento. “A aceitação e o interesse são maiores. Quando o cliente percebe a aplicação dos benefícios da tecnologia no imóvel e os impactos e facilidades que poderá ter ao adquirir a unidade, com certeza estará mais inclinado a concretizar a compra”, afirma.

Ainda assim, como a tecnologia é uma tendência que ainda vem se fortalecendo no mercado imobiliário, o uso dela pode gerar um certo receio por parte dos consumidores em relação aos preços. Mas Kozuchowicz garante que o investimento não interfere no valor final. “A tecnologia tem, sim, um custo, mas ele não influencia no preço do imóvel”, reforça.

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2018 INICIA COM PREÇO DE VENDA DOS IMÓVEIS RESIDENCIAIS ESTÁVEL

 

O Índice FipeZAP registrou estabilidade em janeiro (-0,01%), resultado muito próximo ao observado em dezembro de 2017 (+0,01%). Considerando-se a inflação esperada de 0,40% para o mês, de acordo com o Boletim Focus do Banco Central, o Índice FipeZAP inicia o ano com queda real no preço de venda de imóveis residenciais (-0,41%).

De acordo com a pesquisa, nove das 20 cidades pesquisadas apresentaram queda no preço de venda em janeiro, com destaque para Contagem (-0,36%), Rio de Janeiro (-0,35%) e Belo Horizonte (-0,32%). Já entre as cidades que registraram aumento de preço no período, as maiores variações foram observadas em São Caetano do Sul (+0,65%), Recife (+0,54%) e Florianópolis (+0,40%).

Se olharmos os últimos 12 meses, a pesquisa registrou recuo no preço médio (-0,54%) dos imóveis residenciais. Nesse intervalo de tempo, 11 das 20 cidades pesquisadas acumulam queda nominal no preço de venda, destacando-se: Rio de Janeiro (-4,72%), Niterói (-3,14%) e Fortaleza (-2,87%). Por outro lado, entre as cidades que acumulam alta no preço médio de venda,apenas em Florianópolis (+4,78%) a variação observada superou a inflação acumulada no período (+2,97%). Com o resultado, o
preço médio de venda de imóveis residenciais nas 20 cidades analisadas acumula queda real de 3,41% nos últimos 12 meses.

Em janeiro, o valor médio de venda dos imóveis residenciais nas 20 cidades monitoradas foi de R$ 7.554/m². Rio de Janeiro se manteve como a cidade com o m² mais caro do País (R$ 9.719), seguida por São Paulo (R$ 8.688) e Distrito Federal (R$ 7.842). Já as cidades com menor valor médio por m²
foram Contagem (R$ 3.509), Goiânia (R$ 4.112) e Vila Velha (R$ 4.650).

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MINICASA SERÁ TENDÊNCIA NO FUTURO?

A moradia é uma alternativa sustentável para se viver nas grandes cidades.

Quanto espaço precisamos para viver? Há quem acredite que 20 metros são suficientes. Considerando que as cidades estão cada vez mais superlotadas e o metro quadrado, consequentemente, mais caro, as minicasas surgem como uma alternativa sustentável.

Um dos exemplos é a Cabin Spaceyprojeto criado pelos arquitetos Simon Becker e Andreas Rauch. O protótipo vem para atender a demanda das pessoas que buscam um novo tipo de habitação, que privilegia a flexibilidade e o fácil acesso sobre à propriedade.